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Arquivo de Setembro, 2010

Downloadar e uploadar programas e afins

doissentidos

Há palavras em inglês que o português de Portugal não se dá ao trabalho de traduzir. O verbo inglês download vira downloadar ou fazer download. A seu tempo, há-de seguir o caminho que beef seguiu até conseguir chegar a bife, transformando-se lentamente em algo tipo daunelaudar. Mas até lá… fazem-se downloads.

Já que a SAP nunca se preocupou em permitir o download e upload de objectos do DDIC e do ABAP Workbench, foram sempre aparecendo umas almas caridosas com uns programas mais ou menos medíocres que o permitiam. A verdade é que nunca nenhum me convenceu.

Agora parece que encontrei um que, não sendo perfeito, é pelo menos decente. Está aqui.

Permite fazer download de tudo e mais um par de botas para ficheiros XML e depois tornar a importá-los. Permite também guardar o código-fonte em ficheiros TXT. Óptimo para fazer backups ou para transferir objectos entre sistemas. E funciona e tudo.

Nota: Descobri que a versão actual tem um bug e não permite fazer download de classes com métodos abstractos mas com um simples IF corrigi-o. Quem tiver este problema peça-me que eu ensino a correcção.

O Abapinho saúda-vos.

Dar de beber à dor

vermeer

No Inverno de 2006 trabalhava no projecto SAP de um enorme retalhista internacional, com centenas de supermercados espalhados por todo um país. Uma bela manhã, pelas 11h45 comecei a ver várias pessoas com ar alarmado a correr de um lado para o outro no escritório. Perguntei o que se passava e se podia ajudar e explicaram-me que não conseguiam fazer a encomenda de leite para o dia seguinte que tinha de ser feita até às 12h15 mas que não tinha nada a ver comigo, que eu não podia ajudar.

Voltei ao meu trabalho mas fiquei a matutar naquilo. Investiguei e compreendi que o problema era realmente causado por uma pequena alteração que eu tinha feito num user-exit de MM no dia anterior. Corrigi-o imediatamente e fui (também a correr) avisar os meus colegas que ficaram surpresos mas felizes. Conseguiu-se fazer a encomenda antes das 12h15 mas com a pressa, por alguma razão, encomendou-se o dobro dos litros.

No dia seguinte todos os supermercados do país tiveram o dobro do leite do dia. Montes e montes de pacotes de leite para vender. Fez-se uma promoção e lá se vendeu o leite. Vá lá que a coisa passou sem ninguém se zangar.

Esta foi a asneira mais épica que fiz em SAP até hoje: contribuir para a recalcificação de todo um povo.

O Abapinho saúda-vos.

Pesquisar em tabelas internas simplórias

postit

Imagina uma tabela interna tão simplória que nem sequer tem uma estrutura de dados com campos:


DATA: t_simploria TYPE STANDARD TABLE OF char30.

Agora imagina que queres fazer uma pesquisa nessa tabela para saber se contém o valor ‘sumo de melão’. mas como não tem campos, como a fazes? Normalmente usarias algo tipo WITH KEY campo = valor. Mas ela não tem campos. O ABAP disponibiliza uma palavra especial que resolve este problema: TABLE_LINE. Na prática com o TABLE_LINE acede-se à linha toda de uma só vez. E a solução é:


READ TABLE t_simploria
  TRANSPORTING NO FIELDS
  WITH KEY table_line = 'sumo de melão'.

O Abapinho saúda-vos.

Transacção I18N = Internacionalização

i18n

Os americanos são tão bons como os tibetanos a arranjar mnemónicas e abreviaturas para tornar as coisas fáceis de decorar.

Internationalization é uma palavra inglesa com 20 letras. Então, a abreviatura adoptada foi I18N, constituida pela primeira e última letras entremeadas por um 18 que representa as 18 letras do meio. Meio maluco mas giro e a verdade é que pegou.

Pegou tanto que o SAP tem uma transacção chamada I18N. E é lá que se pode encontrar tudo relacionado com internacionalização, codepages, línguas, tradução, etc.

Aproveitando o assunto da dica dou a conhecer a classe CL_I18N_LANGUAGES que tem uma série de métodos para conversão entre os vários códigos de língua. Entre o código SAP e o código ISO 639-1 por exemplo.

O Abapinho saúda-vos.

É meu, só meu e de mais ninguém

cadeado

Imagina que estás a trabalhar num sistema partilhado por muitos outros utilizadores que não conheces. Como no IDESACCESS por exemplo. Nada impede que, por distracção ou perfídia, algum desses outros utilizadores altere ou mesmo apague os teus programas.

Na SE38, nas características técnicas do programa, existe um pisco chamado “Bloqueio do editor” que, se o activares, só tu próprio passarás a poder modificá-lo.

O Abapinho saúda-vos.


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