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Change pointers

Neste artigo tento explicar o que são change pointers e revelar como são úteis e fáceis de usar.

O que é um change pointer
Um change pointer é um mecanismo de registo de alteração de dados baseado em change documents desenvolvido pela SAP especialmente para ALE. Permite saber, de forma simples e eficiente, quais os registos alterados em uma ou nas várias tabelas por ele monitorizadas. Os change pointers são utilizados maioritariamente como gatilhos para a criação de IDOCs. Mas não devem ser vistos apenas como tal e espero que este artigo traga alguma luz a este mecanismo tão útil mas tão descurado no SAP.

Como funciona
Em primeiro lugar há que descobrir o (ou os) change document adequado. Para a maior parte das tabelas standard existem já change documents standard que podem ser usados. Por exemplo, o MAT_FULL deverá ser utilizado para todas as estruturas organizacionais de um material.

Uma vez identificado o change document necessário (ou criado um novo, no caso de tabelas do utilizador), é necessário definir o message type. A um message type iremos associar um ou vários campos pertencentes a um ou mais change documents e é este message type que servirá de base para os change pointers.

É tudo. Agora, sempre que houver uma alteração num dos campos de uma das tabelas monitorizadas por este message type, será criado um registo que permite identificar a chave primária da tabela cujo campo foi alterado. Com esta informação é fácil obter uma lista de todas as alterações feitas a um determinado conjunto de dados que pretendamos monitorizar.

Além disso, cada um dos registos de change pointer contém uma flag que indica se já foi processada. Dessa forma, com o auxílio de umas funcões próprias para isso, é possível obter uma lista dos change pointers ainda não processados bem como, após o seu processamento, marcá-los como processados para que não sejam seleccionados no futuro.

Como configurar change pointers
Imaginemos um exemplo prático: há um sistema externo ao SAP que necessita de manter uma lista dos seus materiais. Mas este sistema necessita apenas de guardar dois dados: código de material (MARA-MATNR) e grupo de mercadorias (MARA-MAKTL). De cada vez que há uma alteração a um destes campos num material, ela deverá ser transmitida a esse sistema externo. Vejamos:

1. Activar ALE
Antes de mais há que verificar que o ALE está activo no mandante de SAP a usar. O ALE está activo quando o conteúdo da tabela TBDA1 contém X.

2. Escolher change document
A transacção SCDO mantém os change documents. Necessitamos do MAT_FULL. Na SCDO pode-se ver a lista de tabelas associadas a este change document. Entre elas encontraremos a MARA, claro.

2.1. Criar change document
No caso de os dados que queremos monitorizar estarem armazenados numa tabela de utilizador será necessário criar um novo change document mas se se utilizar um dos change document standards não será necessário fazer nada nesta transacção. Para um campo poder ser associado a um change document basta que o seu elemento de dados tenha activa a opção change document, um pisco que está no ecrã Further Characteristics. Os change documents são armazenados nas tabelas CDHDR e CDPOS. Neste caso será ainda necessário gerar, nesta mesma transacção SCDO, a função que o sistema vai utilizar para criar os change documents. Pode usar-se como exemplo uma outra já existente. A função do MAT_FULL é MAT_FULL_WRITE_DOCUMENT. Embora esta seja bastante complexa, fazer uma para gerir apenas uma tabela de utilizador é bastante mais simples.

3. Definir message type
A transacção WE81 permite definir os message types. Lá poder-se-ão encontrar, entre outros, o MATMAS e o MATMAS_BAPI, ambos relacionados com o mestre de material. Existem vários pois, quando um material é alterado, vários processos diferentes poderão ter de ser espoletados, necessitando cada um do seu message type. Deveremos aqui criar um novo para o nosso processo. Chamemos-lhe Z_ACME, sendo ACME neste caso o nome do sistema externo.

4. Activar message type
A transacção BD50 permite activar e desactivar individualmente cada message type.

5. Associar campos ao message type
Utilizando a transacção BD52, associamos os campos MATNR e MATKL da tabela MARA do change document MAT_FULL. Isto quer dizer que apenas serão criados change pointers para o nosso message type quando um destes dois campos for alterado. Dito de outra forma, sempre que há uma alteração num dos campos pertencentes a um determinado change document, é criada uma entrada para cada message type que o contenha.

Já está. A partir de agora serão criadas entradas nas tabelas BDCP e BDCPS de cada vez que se derem alterações relevantes nos nossos dados.

Como usar change pointers
Hipótese A: IDOC
Explicar como se faz não está no âmbito deste artigo mas, uma vez definido e configurado o IDOC, pode utilizar-se o report RBDMIDOC, quer interactivamente quer através de um job recorrente. Para saber mais sobre IDOCs consultar este e este documento.

Hipótese B: Programaticamente
Esta é a parte mais simples. A função CHANGE_POINTERS_READ devolve todos os change documents para um determinado message type (definindo opcionalmente um intervalo de tempo). A função CHANGE_POINTERS_STATUS_WRITE marca como processados um conjunto de change pointers .

Hipótese C: Sei lá
Deve haver mais formas de usar change pointers mas não me lembro agora de mais nenhuma.

O Abapinho saúda-vos.

Um comentário a “Change pointers”

  1. Cintia Diz:

    Obrigada pela ajuda !!! Adorei

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