Altera programas standard sem precisar de chave

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Estamos perante mais um daquelas dilemas: esconder porque é perigoso e alguém pode fazer o mal usando esta informação ou ensinar porque não o fazer é paternalista porque presume que os leitores não são responsáveis. O regimes de ditadura costumam optar pela primeira: queimam livros e censuram. O Abapinho gosta de acreditar que os seus leitores são pessoas responsáveis que merecem ter acesso ao conhecimento.

E, por isso, aqui está. Não, não é um manual de como criar urânio enriquecido nem uma fórmula para nitroglicerina caseira. Mas anda perto: é um truque para conseguir alterar objectos standard sem precisar de chave.

Altera ordens de transporte mesmo que não te deixem

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Como todos nós sabemos os administradores de sistemas são pessoas más, insensíveis e crueis. A prová-lo está o incontornável BOFH.

Nós, programadores ABAP, somos vítimas indefesas nas mãos destas criaturas maléficas.

Mas nem sempre somos obrigados a deixar-nos esmagar pelos dedos peludos dos seus caprichos.

Mostra valores não convertidos na SE16N

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A SE16N mostra-te os valores dos campos no formato externo. Até há pouco tempo eu usava a arcaica SE17 para ver os valores no formato interno. Mas o Rui Nunes explicou que há uma forma de o conseguir fazer na SE16N.

Serialização - Clona a Dolly em ABAP

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Este artigo é da autoria de José Vília.

A ovelha Dolly está no ABAP e eu não sabia.

Depois de criar uma instância de uma classe, gostava de partilhá-la com outro programa totalmente independente para que este outro programa posso usá-la como se a tivesse instanciado.

Como se de uma fábrica de ovelhas Dollies se tratasse, o ABAP pode utilizar serialização para resolver o problema.

Abracadabra revela parâmetro secreto

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Aqui está uma forma pouco ortodoxa de lidar com o ecrã de selecção de um programa.

Se tiveres um parâmetro que pretendes manter escondido dos olhos dos utilizadores e mesmo assim poder ter acesso a ele (ex.: um pisco para entrar em modo de debug) podes usar a palavra mágica ABRACADABRA para lhe aceder.

Funciona assim:

DATA: unhide_parameters TYPE flag.

PARAMETERS: p_debug AS CHECKBOX.

AT SELECTION-SCREEN.
  CASE sy-ucomm.
    WHEN 'ABRACADABRA'.
      unhide_parameters = abap_true.
    WHEN 'NORMAL'.
      CLEAR unhide_parameters.
  ENDCASE.

AT SELECTION-SCREEN OUTPUT.
  LOOP AT SCREEN.
    IF screen-name = 'P_DEBUG' AND unhide_parameters IS INITIAL.
      screen-active = 0.
      MODIFY SCREEN.
    ENDIF.
  ENDLOOP.

Quando estiveres no ecrã de selecção basta escreveres ABRACADABRA no campo de comandos e o teu parâmetro secreto aparece magicamente. Se for preciso depois podes escrever NORMAL e ele torna a desaparecer.

Protocolo de erros da ALV Grid

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A lei do menor esforço, esse grande axioma da Humanidade, tem, no mundo da programação, a particularidade de, em muitos casos, acabar por ser simplesmente a lei do esforço adiado. Porque é muito provável que algo que tenha sido desenvolvido de acordo com esta lei venha mais tarde a precisar de um grande esforço extra. Seja dos utilizadores que vão utilizar esse algo ou dos programadores que mais tarde terão de o manter.

Atire a primeira pedra aquele que não se deixou guiar por esta lei ao desenvolver este ou aquele programas.

Eu não atiro.

PlantUML - Finalmente o UML dá para usar

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Prólogo

Quando digo que gosto de usar diagramas de classes UML para documentar o meu código as pessoas acham que sou maluco.

Introdução

O UML ganhou má fama porque as pessoas pensam que primeiro se faz o diagrama de classes todo em UML e só depois o programa. Mas isso era em 1996, quando se achava que a primeira coisa a fazer era o desenho técnico todo, mesmo que na práctica ninguém nunca o fizesse.

Hoje em dia felizmente já não temos vergonha de dizer que o próprio acto de programar é já em si uma forma de desenhar.

Classe para garantir segurança em programação dinâmica

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No outro dia encontrei um programa que gerava um comando SQL com base em várias variáveis fixadas no código. Mas, por distracção ou ignorância, a alminha que fez aquilo achou que fazia sentido associar essas variáveis a símbolos de texto. Algo assim:

Relatório de consistência da SALV

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Às vezes uma SALV pode ter inconsistências que passam despercebidas a quem as programa. Um exemplo é uma estrutura com um campo WRBTR sem um campo de moeda associado:

Entra numa transacção sem passar pelo ecrã de selecção

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Mais uma vez o SAPGui me surpreende com mais um atalho obscuro que desconhecia.

Usemos a transacção de visualização de clientes XD03 como exemplo:

  1. Entras no ecrã de selecção da transacção escrevendo lá em cima /NXD03

  2. Introduzes o número do cliente que queres visualizar e carregas em ENTER

  3. Fazes lá o que tens a fazer e depois sais da transacção

  4. Mas… de repente… precisas de ver mais qualquer coisa desse cliente