O circunlóquio do VALUE CHECK

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Nunca te aconteceu esbarrares com uma coisa no ABAP que parece que é mas não é? A documentação diz que é, tudo indica que assim seja, e depois afinal não é.

Provavelmente já precisaste de, ao definir um parâmetro no ecrã de selecção de um relatório, limitar as possibilidades do que o utilizador pode introduzir aos valores disponíveis no tipo de dados desse parâmetro, certo? Para isto existe o VALUE CHECK. Parece simples. Por exemplo, presumia-se que isto funcionasse:

Variantes automáticas em reports

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Quando se está a desenvolver um relatório com um ecrã de selecção, é muito chato de cada vez que o testamos ter de preencher o ecrã de selecção com os dados de teste. Normalmente acabamos por criar uma variante de teste para nos poupar a esse chatice. Mas mesmo assim, de cada vez que corremos o relatório, temos de invocar manualmente esta variante.

Aqui está uma forma simples de invocar automaticamente uma variante. Este código pode ser inserido no evento INITIALIZATION durante o desenvolvimento do programa:

De pé ó vítimas da fome

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Classes. Sempre as houve entre as pessoas. Mas no ABAP ainda há poucos que as tenham em conta. Se ser classicista na sociedade pode resultar em pedantismo, no ABAP, a única luta de classes é a que alguns travam para que estas sejam mais usadas.

Há dois tipos de classes: as globais e as locais. As globais são criadas na transacção SE24. As locais, que por sinal dou por mim a usar cada vez mais, são feitas declarativamente na SE38. Se soubermos que a nossa classe vai ser usada amiúde, faz sentido criá-la global. Se, pelo contrário, a classe for particular a um programa, não há porque fazer dela um objecto autónomo, bastando assim criá-la local ao programa que a vai usar.

Esquece!

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O SAP GUI tem boa memória. Vai decorando os valores que lhe vamos metendo nos campos e depois sugere-os quando, mais tarde, voltamos a esses campos. Mas às vezes decora coisas que mais valia esquecer. Como por exemplo quando introduzimos um valor errado e a seguir ele insiste em sugerir-nos esse valor errado.

Há uns tempos descobri que este pequeno drama tem solução. Quando, no campo, aparece a combo box com as várias hipóteses, usa as setas do teclado para te posicionares no valor que queres esquecer e depois carrega na tecla DELETE. E assim se faz o SAP GUI esquecer um valor.

SPLIT INTO TABLE

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Aqui vos mostro uma forma criativa de preencher uma tabela interna com constantes que aprendi num programa standard. Imagina que querias criar uma tabela interna com os seguintes tipos de documento financeiro:

AB AF CH DG DZ EX F3 F4.

A forma mais convencional seria assim:

DATA: t_blart TYPE STANDARD TABLE OF blart,
      wa_blart LIKE LINE OF t_blart.

wa_blart = 'AB'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'AF'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'CH'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'DG'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'DZ'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'EX'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'F3'.
APPEND wa_blart TO t_blart.
wa_blart = 'F4'.
APPEND wa_blart TO t_blart.

Mas há uma forma muito mais sintética e curiosa:

Selecção vertical de texto no editor ABAP não dá? Dá!

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Como todos sabem, pode fazer-se selecções de blocos de texto verticais e horizontais em quase todo o lado do SAPGUI carregando em CTRL-Y e depois arrastando o rato para fazer a selecção. Como todos também sabem, isto não funciona no editor de ABAP. Mas o que provavelmente nem todos sabem é que há uma forma de fazer este tipo de selecções no editor de ABAP: primir e manter o ALT. Assim já podes seleccionar blocos de texto. Bom, não?

Parâmetros não parametrizáveis

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Volta não volta aparece um cliente que pede a um funcional que pede a um programador que crie um parâmetro protegido contra escrita no ecrã de selecção de um programa. É um bocado cretino visto que a ideia dos parâmetros é serem parametrizáveis.

Mas enfim, vê-se de tudo.

Os clientes têm tanta imaginação que a SAP devia criar um módulo de cinema, SAP CI, especialmente para eles poderem realizar os tantos filmes que lhes vão na cabeça. Estou certo de que se criariam grandes sucessos de ficção científica. E muitas comédias também.

Saltando alegremente de ELSE em ELSE

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Tens à tua frente um daqueles IF ELSEIF ELSEIF ELSEIF ELSEIF ELSE ENDIF gigantescos que atravessa centenas de linhas de código.

Se fizeres duplo clique em cima do IF ou de qualquer dos ELSEIF vais parar ao ENDIF. Se fizeres duplo-clique lá em baixo no ENDIF vais parar lá acima ao IF. Isto toda a gente sabe. Dá jeito com IF ENDIF pequeninos. Já com os grandes, não serve de muito.

Saltos dentro do editor ABAP

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Nunca te aconteceu estar a programar num programa ABAP daqueles que parecem um testamento com centenas e centenas de linhas e teres de estar sempre a saltar entre uma zona e outra do código?

Até há uns dias eu, ignorante, usava o PageUp e o PageDown para saltar entre os dois sítios e perdia montes de tempo à procura do lugar exacto do código que me interessava.

Mas entretanto o Sérgio Fraga ensinou-me que o editor ABAP tem uma funcionalidade chamada bookmarks que permite evitar o disparate de andar a subir e a descer às apalpadelas.

CASE de pernas para o ar

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Qual é a tua cor preferida?

SELECTION-SCREEN BEGIN OF BLOCK b1.
PARAMETERS: p_azul BUTTONGROUP GROUP COR DEFAULT 'X',
            p_verde BUTTONGROUP GROUP COR,
            p_roxo BUTTONGROUP GROUP COR.
SELECTION-SCREEN END OF BLOCK b1.

Se respondeste azul sobrevives e podes atravessar a ponte.

De qualquer das formas, em ABAP costuma fazer-se o seguinte para descobrir a cor que o utilizador escolheu:

IF p_azul = 'X'.
  lv_cor = 'AZUL'.
ELSE IF p_verde = 'X'.
  lv_cor = 'VERDE'.
ELSE IF p_roxo = 'X'.
  lv_cor = 'ROXO'.
ENDIF.

Mas há uma forma curiosa e muito mais elegante de conseguir o mesmo. É aquilo a que se pode chamar de CASE de pernas para o ar: