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ASSERT vs Excepção

Quem lê o Abapinho sabe quanto gosto de classes de excepções. No entanto, este não é o único mecanismo que o ABAP disponibiliza para controlo de erros.

Há outro, chamado ASSERT, que devia ser mais usado, e que hoje trago à baila.

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Obtém o texto mais profundo de cadeia de excepções

Nos dias que correm se não estás a usar objectos és totó.

Se usas objectos, espero que estejas a seguir a boa práctica de usar classes de excepções.

E se usas classes de excepção é bom que entendas a melhor forma de as usar, particularmente as vantagens de as encadear.

Com tudo isto esclarecido, chegamos ao que nos traz aqui hoje. No artigo sobre cadeias de excepções mostrei como, para obter o texto da excepção mais profunda, a que foi inicialmente espoletada, se pode fazer um DO WHILE:

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Como devolver um REF TO data sem fazer asneira

Tenho usado cada vez mais referências em ABAP.

Primeiro usava REF TO só para classes mas vou percebendo cada vez mais as vantagens de as usar também para estruturas de dados. Mas, tal como acontece em C++, há que ter cuidado quando se lida con referências para dados pois facilmente a coisa pode dar para o torto.

Neste artigo tento mostrar como usar e como não usar o REF TO data. Comecemos por ver um exemplo de como não usar:

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$PACOTES locais

Todos os objectos criados em SAP têm de estar associados a um pacote.

Até recentemente, quando eu queria fazer um teste rápido criava o objecto no pacote $TMP. Tinha assim a garantia de este nunca viria a ser transportado.

Mas por vezes há necessidade de criar coisas no sistema de desenvolvimento que não pretendemos nunca vir a transportar mas que queremos que lá existam eternamente. Como o ZSAPLINK e o abapGit, por exemplo. Mas se as associarmos todas as pacote $TMP fica uma valente confusão.

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INSERT wa INTO itbl REFERENCE INTO ref. Bug?

Tenho usado cada vez mais referências em ABAP. Primeiro usava REF TO só para classes mas agora vou percebendo as vantagens de as usar também para estruturas de dados.

Recentemente descobri um comportamento muito lamentável do seguinte comando:


INSERT wa INTO itbl REFERENCE INTO ref.

Mas antes de me queixar sobre isso, dou um bocado de contexto.

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Devíamos ser responsabilizados pela merda que fazemos

Se, ao construir uma ponte, um engenheiro civil fizer mal as contas a ponte cai. Mas não é só a ponte que cai. Esse engenheiro civil provavelmente também cai. Ou pelo menos desequilibra-se. Porque quando fez o projecto da ponte assinou-o, assumindo responsabilidade pelo que fez.

Nós os programadores ABAP não temos esses problemas.

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GROUP BY em LOOPs a tabelas internas

Todos já ordenamos tabelas internas e utilizamos a instrução AT NEW.
Mas a partir da 7.40, podemos utilizar GROUP BY no LOOP.

É fantástico a capacidade de agrupamento em que os valores do registo processado no loop podem ser comparados, recorrendo a expressões e  até métodos.

O agrupamento é realizado num primeiro LOOP e pode ser processado a seguir. Experimentem o seguinte código e, tal como eu, ficarão impressionados com o caminho que o ABAP está a seguir.

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Eu te baptizo em nome do ABAP

Quando aprendemos ABAP ensinam-nos uma série de regras sobre como dar nomes a variáveis. Ainda que nem todos acabem por dar nomes iguais, ainda assim partilham-se algumas ideias rígidas:

  • As variáveis locais começam por L: L_BUKRS;
  • As variáveis globais começam por G: G_MODE;
  • As tabelas internas têm de ter lá um T_: LT_MARA;
  • As estruturas têm de ter lá um S_: LS_MARA;
  • As referências para objectos começam por R_: R_CUSTOMER;
  • Os parâmetros input devem começar por I, os output por O, os changing por C e os returning por R.
  • E a mais estúpida de todas, os field-symbols devem começar por FS_: <FS_MARA>.

No início do século XXI isto até fazia sentido (excepto a dos field-symbols que já na altura era tão estúpida como escrever a palavra “lápis” em todos os lápis que tivermos). Hoje quase já não. Passo a explicar.
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CONCATENATE LINES OF itbl

Se queres serializar um conjunto de strings que tens guardadas numa tabela interna tens duas formas de o fazer. Uma ranhosa e outra cheia de estilo.

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Modificar uma campo em todas as linhas de tabela interna

O que vos vou mostrar não é propriamente uma novidade. Até já foi usado antes no Abapinho. Mas como se continua a ver por aí muita gente a fazer LOOPs a tabelas internas para alterar um campo, achei que valia a pena recordar.

Tens uma tabela com um milhão e duzentas mil linhas e queres que o campo ICON tenha sempre o valor ‘@FM@’.

Em vez de fazeres isto:


LOOP AT lt_data ASSIGNING <data>.
  <data>-icon = '@FM@'.
ENDLOOP.

Experimenta fazer antes isto:


ls_data-icon = '@FM@'.
MODIFY lt_data FROM ls_data TRANSPORTING icon WHERE icon <> 'PATO DONALD'.

Como é óbvio, na condição podes escolher outra personagem qualquer dos Tio Patinhas.

Obrigado Sérgio Serra por sugerires que poderia ser interessante ensinar isto.
Obrigado Andrew Becraft pela foto.

O Abapinho saúda-vos.

DELETE vs CLEAR vs REFRESH vs FREE

DELETE
CLEAR
REFRESH
FREE

São várias maneiras de limpar os dados de uma tabela interna.
À partida parecem iguais.
Mas não são.

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CASE dentro de SELECT (brevemente em todos os SAPs)

Prepara-te porque em breve terás muitas surpresas. É que o ABAP está a aprender troques novos. Repara neste:


CONSTANTS:
  lc_menina TYPE STRING VALUE ‘MENINA',
  lc_menino TYPE STRING VALUE ‘MENINO’,
  lc_senhor TYPE STRING VALUE ’SENHOR’,
  lc_senhora TYPE STRING VALUE ‘SENHORA’.

SELECT nome,  
 CASE
   WHEN sexo_id = ‘M' AND idade < 18 THEN @lc_menino
   WHEN sexo_id = ‘F’ AND idade < 18 THEN @lc_menina
   WHEN sexo_id = ‘M' AND idade >=18 THEN @lc_senhor
   WHEN sexo_id = ‘F’ AND idade >=18 THEN @lc_senhora
 END AS titulo
FROM zpessoa
WHERE pessoa_id = @pessoa_id
INTO CORRESPONDING FIELDS OF @lt_pessoas.

Só tens de esperar pela versão 7.40.

Obrigado Sérgio Fraga pela dica.

Obrigado Anil Wadghule pela foto.

O Abapinho saúda-vos.

Boas prácticas
Tenta converter WRITEs para ALVs

Relatórios que ainda escrevem directamente no ecrã são muito difíceis de manter quando é necessário alterá-los. Se o tiveres de fazer revê o código e, se o esforço não for demasiado, considera convertê-lo para ALV. Se tiveres dúvidas quanto às consequências disto, envolve um funcional nesta decisão.

Converter excepção em classe de excepção

Se ainda não usas classes de excepção fazes mal. Porque são muito boas para a saúde do código. Além de nutritivas, emagrecem-no e tornam-no mais resistente a doenças.

Mas há casos em que ainda é preciso lidar com as antigas excepções. Por exemplo quando se invoca um módulo de função.

Neste artigo apresento uma sugestão um bocado rebuscada mas que funciona muito bem para integrar as excepções antigas com classe de excepção de uma forma simples. A solução é rebuscada mas só tem de ser feita uma vez. Uma vez feita, a forma como se a usa não tem nada de rebuscado.

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Boas prácticas
Encapsularás, encapsularás, encapsularás

Historicamente os programas ABAP tendem a ser muito loooongos. Todas as boas prácticas de programação ensinam que não há uma única vantagem nisso.
Se uma rotina, seja ela um programa, um método, uma função ou outra coisa, tiver mais do que 200-300 linhas, desconfia e considera seriamente modularizá-la em várias sub-rotinas.
Esta abordagem tem a vantagem adicional de potenciar a reutilização de código. Mas a maior vantagem é o encapsulamento, isolando variáveis no seu contexto local, em vez de as ter todas juntas, tendo como resultado código mais seguro e mais claro.
O livro Official ABAP Programming Guidelines aconselha istos no capítulo 2.2 KISS (páginsa 32-34).
http://help.sap.com/abapdocu_731/en/abenencapsulation_guidl.htm


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