Faz apenas uma coisa por LOOP
Os programadores ABAP são muito poupadinhos. Quando lhes aparece um LOOP à frente gostam de o aproveitar para fazer tudo e mais alguma coisa. Mesmo que esse LOOP fique com centenas ou milhares de linhas.
Os programadores ABAP são muito poupadinhos. Quando lhes aparece um LOOP à frente gostam de o aproveitar para fazer tudo e mais alguma coisa. Mesmo que esse LOOP fique com centenas ou milhares de linhas.
O ABAP evolui (embora durante muitos anos não parecesse). E à medida que evolui vai deixando para trás alguns comandos ou formas de fazer as coisas porque disponibiliza outras melhores.
Para além de aprender a usar as novidades é também importante aprender a deixar de usar o que vai ficando obsoleto.
Quando os programas estão mal feitos por terem código duplicado, se os reescrevemos ficam mais curtos. Mas se, pelo contrário, estiverem mal feitos por não estarem devidamente estruturados em várias classes com vários métodos, podem ficar bem mais longos se os reescrervemos de acordo com as boas prácticas.
Infelizmente isto não acontece no código Z dos clientes onde tenho trabalhado. Tanto os IFs como os LOOPs tendem a ser tão grandes que ninguém percebe nada do que lá está. Ainda no outro dia vi um LOOP com mais de 1500 linhas.
Demasiadas regressões acontecem porque alguém se esquece de fazer CLEAR ou de não fazer CLEAR a uma variável.
Porque haveria de ser difícil lê-las? Só tornaria mais difícil a vida de quem vier a precisar de a entender.
Lá porque uma condição IF é complexa não é por isso que tem de ser complicada.
Vamos por partes.
Imagina um cenário em que tens uma tabela de parametrização com vários níveis de detalhe que podem ou não estar definidos:
BUKRS (empresa)
WERKS (plant)
LGORT (depósito)
Quando um dos campos está vazio, é um wildcard, ou seja, é válido para todos os valores.
Quantas vezes na tua vida de consultor tiveste de lidar com dumps que aconteceram em consequência de um programa tentar inserir duas linhas com a mesma chave numa tabela interna definida com UNIQUE KEY?
Chega.
Como é que se há-de traduzir dummy? Fica manequim.
Comecei a trabalhar recentemente num cliente novo e reparei que fazem aqui uma coisa que me agradou. Quando precisam de invocar por RFC módulos de função em outros sistemas SAP, criam localmente um módulo de função com o mesmo nome mas sem código, apenas com um comentário explicando que é uma função remota noutro sistema.
A virtude disto é que assim pode usar-se a ferramenta where-used para descobrir todos os sítios onde é invocada. Só isso. E não é pouco!
Antes do 7.40 ter modernizado o ABAP, um lookup a uma tabela obrigava a declarar uma variável auxiliar e a pelo menos 4 linhas de código.