Devíamos ser responsabilizados pela merda que fazemos

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Se, ao construir uma ponte, um engenheiro civil fizer mal as contas a ponte cai. Mas não é só a ponte que cai. Esse engenheiro civil provavelmente também cai. Ou pelo menos desequilibra-se. Porque quando fez o projecto da ponte assinou-o, assumindo responsabilidade pelo que fez.

Nós os programadores ABAP não temos esses problemas.

GROUP BY em LOOPs a tabelas internas

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Todos já ordenamos tabelas internas e utilizamos a instrução AT NEW. Mas a partir da 7.40, podemos utilizar GROUP BY no LOOP.

É fantástico a capacidade de agrupamento em que os valores do registo processado no loop podem ser comparados, recorrendo a expressões e até métodos.

O agrupamento é realizado num primeiro LOOP e pode ser processado a seguir. Experimentem o seguinte código e, tal como eu, ficarão impressionados com o caminho que o ABAP está a seguir.

Eu te baptizo em nome do ABAP

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Quando aprendemos ABAP ensinam-nos uma série de regras sobre como dar nomes a variáveis. Ainda que nem todos acabem por dar nomes iguais, ainda assim partilham-se algumas ideias rígidas:

  • As variáveis locais começam por L: L_BUKRS;

  • As variáveis globais começam por G: G_MODE;

  • As tabelas internas têm de ter lá um T_: LT_MARA;

  • As estruturas têm de ter lá um S_: LS_MARA;

  • As referências para objectos começam por R_: R_CUSTOMER;

  • Os parâmetros input devem começar por I, os output por O, os changing por C e os returning por R.

  • E a mais estúpida de todas, os field-symbols devem começar por FS_: <FS_MARA>.

No início do século XXI isto até fazia sentido (excepto a dos field-symbols que já na altura era tão estúpida como escrever a palavra “lápis” em todos os lápis que tivermos). Hoje quase já não. Passo a explicar.

CONCATENATE LINES OF itbl

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Se queres serializar um conjunto de strings que tens guardadas numa tabela interna tens duas formas de o fazer. Uma ranhosa e outra cheia de estilo.

Modificar uma campo em todas as linhas de tabela interna

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O que vos vou mostrar não é propriamente uma novidade. Até já foi usado antes no Abapinho. Mas como se continua a ver por aí muita gente a fazer LOOPs a tabelas internas para alterar um campo, achei que valia a pena recordar.

DELETE vs CLEAR vs REFRESH vs FREE

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DELETE CLEAR REFRESH FREE

São várias maneiras de limpar os dados de uma tabela interna. À partida parecem iguais. Mas não são.

CASE dentro de SELECT (brevemente em todos os SAPs)

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Prepara-te porque em breve terás muitas surpresas. É que o ABAP está a aprender troques novos. Repara neste:

CONSTANTS:
  lc_menina TYPE STRING VALUE ‘MENINA',
  lc_menino TYPE STRING VALUE ‘MENINO’,
  lc_senhor TYPE STRING VALUE ’SENHOR’,
  lc_senhora TYPE STRING VALUE ‘SENHORA’.

SELECT nome,
 CASE
   WHEN sexo_id = ‘M' AND idade < 18 THEN @lc_menino
   WHEN sexo_id = ‘F’ AND idade < 18 THEN @lc_menina
   WHEN sexo_id = ‘M' AND idade >=18 THEN @lc_senhor
   WHEN sexo_id = ‘F’ AND idade >=18 THEN @lc_senhora
 END AS titulo
FROM zpessoa
WHERE pessoa_id = @pessoa_id
INTO CORRESPONDING FIELDS OF @lt_pessoas.

Só tens de esperar pela versão 7.40.

Tenta converter WRITEs para ALVs

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Relatórios que ainda escrevem directamente no ecrã são muito difíceis de manter quando é necessário alterá-los. Se o tiveres de fazer revê o código e, se o esforço não for demasiado, considera convertê-lo para ALV. Se tiveres dúvidas quanto às consequências disto, envolve um funcional nesta decisão.

Converter excepção em classe de excepção

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Se ainda não usas classes de excepção fazes mal. Porque são muito boas para a saúde do código. Além de nutritivas, emagrecem-no e tornam-no mais resistente a doenças.

Mas há casos em que ainda é preciso lidar com as antigas excepções. Por exemplo quando se invoca um módulo de função.

Neste artigo apresento uma sugestão um bocado rebuscada mas que funciona muito bem para integrar as excepções antigas com classe de excepção de uma forma simples. A solução é rebuscada mas só tem de ser feita uma vez. Uma vez feita, a forma como se a usa não tem nada de rebuscado.

Encapsularás, encapsularás, encapsularás

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Historicamente os programas ABAP tendem a ser muito loooongos. Todas as boas prácticas de programação ensinam que não há uma única vantagem nisso. Se uma rotina, seja ela um programa, um método, uma função ou outra coisa, tiver mais do que 200-300 linhas, desconfia e considera seriamente modularizá-la em várias sub-rotinas. Esta abordagem tem a vantagem adicional de potenciar a reutilização de código. Mas a maior vantagem é o encapsulamento, isolando variáveis no seu contexto local, em vez de as ter todas juntas, tendo como resultado código mais seguro e mais claro. O livro Official ABAP Programming Guidelines aconselha istos no capítulo 2.2 KISS (páginsa 32-34). https://help.sap.com/abapdocu_731/en/abenencapsulation_guidl.htm