Não usarás CHECKs directamente em user-exits

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É comum encontrar o comando CHECK em user-exits. A trágica consequência disto é que, se o CHECK falha, nenhum do código que se segue a esse CHECK será alcançado. Como é comum (ainda que má prática) que num user-exit sejam tratados vários assuntos diferentes, um CHECK relacionado com um assunto pode inibir o acesso aos assuntos seguintes. Uma forma simples de evitar este risco é, como sempre aconselho, encapsular o código em rotinas.

Usarás LIKE LINE OF itbl

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Ao declarar uma estrutura que vai receber dados de uma tabela interna, em vez de a declarares directamente com o seu tipo, usa LIKE LINE OF. Assim, não só ficará claro que estão relacionadas como, se mudares o tipo da tabela interna, não terás de te preocupar em mudar também o tipo da estrutura.

Usarás uma tabela de constantes

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Sempre que achares que um valor que estás a usar num programa pode mudar e não o puderes tornar um parâmetro de entrada ou do ecrã de seleccção, guarda-o numa tabela de constantes (ex: ZCONSTS). Esta tabela nunca deverá ser usada directamente. Em vez disso, cria uma classe ZCL_CONSTS que aceda a ela e usa sempre esta classe para obter as tuas constantes. Como é mostrado neste artigo: https://abapinho.com/2009/06/constantes/

Não caias na tentação de usar a T900 ou outras tabelas do género para este propósito. É certo que muita gente faz isso. Mas é feio, sujo e essas tabelas nem sequer têm uma chave adequada porque não foram pensadas para isso.

Criarás e adoptarás bibliotecas de ferramentas comuns

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Código que seja usado comummente deve estar disponível centralmente, se possível guardado em pacotes bem identificados (ex: ZFERRAMENTAS) para que seja facilmente encontrados e transportados.

  • Há muito código já disponível na Internet que permite executar várias funções comummente necessárias (ex: ABAP2XLSX). Adopta-o;

  • Para as tuas tarefas mais comuns, desenvolve ferramentas que possas reutilizar, juntando-as à biblioteca central;

  • Divulga a biblioteca entre os colegas do teu projecto para evitar que venham a perder tempo a criar código duplicado;

Usarás o comando TABLES só quando inevitável

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Uma das únicas situações onde é inevitável é com SELECT-OPTIONS. Em todos os outros casos, declara explicitamente uma variável local com uma estrutura equivalente. Basicamente o comando TABLES cria variáveis globais obscuras que aumentam a ambiguidade do código. E variáveis globais devem ser evitadas na maior parte dos casos.

Usarás FIELD-SYMBOLs em vez de variáveis de estrutura

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READ TABLE itbl ASSIGNING é sempre mais rápido que READ TABLE itbl INTO wa. Além disso, quando precisares de alterar dados em registos de uma tabela interna, assim não precisas de usar o comando MODIFY nem da variável auxiliar que às vezes usas para guardar o SY-TABIX. A única situação em que uma variável de estrutura é aconselhada é quando queres adicionar linhas novas a uma tabela interna. Algumas pessoas defendem que as variáveis de estrutura devem ser usadas sempre que não se quiser alterar os dados da tabela interna. Isto é mais lento, mas como convenção pode ser mais intuitivo.

Pacotes 2.0

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O repositório do R/3 é uma coisa maravilhosa. Um vasto armazém de elementos de dados, estruturas, tabelas e muito mais, prontamente disponíveis a todos. Como programadores, é fácil e conveniente escolher estes objectos e puxa-los para os nossos programas à medida das necessidades sem que a preciosa linha de pensamento seja interrompida. Mas nem tudo é sol e flores. Se não tiveres cuidado com os cogumelos que apanhas podes dar por ti com um envenenado entre mãos.

Agruparás partes que estejam relacionadas

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Às vezes encontras um IMPORT no código mas não fazes ideia onde está o EXPORT correspondente. Quando for necessário comunicar entre programas distintos, isto deverá ser feito através de um par de métodos de uma mesma classe. Assim, quando nos cruzarmos com um, conseguimos facilmente saber qual é o outro. Para implementar esta comunicação, evita utilizar EXPORT/IMPORT sempre que possível. Ao invés, usa um atributo estático da classe.

Evitarás mensagens dinâmicas

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Quando precisares de enviar uma mensagem dinâmica por parâmetro, garante que ainda assim usas o comando MESSAGE de forma a que o “where-used” não lhe perca o rasto. Ao fazeres MESSAGE E001 INTO V_DUMMY, os detalhes da mensagem ficam disponível nas variáveis de sistema SY-MSGNO, SY-MSGTY, etc. Além disso, os textos das mensagens nunca devem ficar explicitamente definidos no programa mas sim definidos através da transacção SE91. https://abapinho.com/2009/09/evitar-mensagens-dinamicas/

Não implementarás código em user-exits

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Todo o código que colocares em user-exits (BADIs, enhancements, SMOD, etc.) deverá ser encapsulado.

  • É comum incluir num user-exit múltiplas partes independentes. Cada uma destas partes deverá ser encapsulada no seu próprio método. Mesmo que seja constituída por apenas uma linha de código;

  • Isto deve ser aplicado tanto a implementações novas como a alterações a código existente;

  • A necessidade de alteração de código existente deverá ser vista sempre como uma oportunidade para reorganizar em métodos código clássico existente, uma vez que este terá necessariamente de ser testado de novo;