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Serialização – Clona a Dolly em ABAP

A ovelha Dolly

Este artigo é da autoria de José Vília.

A ovelha Dolly está no ABAP e eu não sabia.

Depois de criar uma instância de uma classe, gostava de partilhá-la com outro programa totalmente independente para que este outro programa posso usá-la como se a tivesse instanciado.

Como se de uma fábrica de ovelhas Dollies se tratasse, o ABAP pode utilizar serialização para resolver o problema.

Antes de mais necessito de criar uma classe que implemente a interface: IF_SERIALIZABLE_OBJECT

Interface IF_SERIALIZABLE_OBJECT

 

A nossa classe é muito simples, tendo só um atributo, um construtor e um método:

Atributos da class

Métodos da classe

 

No construtor, preencho o atributo; no método uso o atributo como uma mensagem:

Construtor da classe

Método da classe

 

A forma de comunicação a utilizar entre os dois programas será aqui uma tabela da base de dados. Mas poderia também ser uma chamada RFC entre diferentes sistemas. Ou até um email.

A tabela:

Tabela de transporte

 

Segue-se o código dois dois programas: o emissor e o receptor.

O programa emissor tem de:

  1. instanciar a classe;
  2. serializá-la para uma XSTRING;
  3. guardar o resultado da serialização na tabela da base de dados.

report  zjrv_test_serialize.

types: ty_xline(1096)  type x,
       ty_ta_xline type standard table of ty_xline.
data: gt_tab_res         type ty_ta_xline.
data: gs_tab             like line of gt_tab_res.
data: gt_ser             type standard table of ztest_serialize.
data: gs_ztest_serialize type ztest_serialize.

data:  go_original       type ref to ZCL_TEST_SHARE_MESSAGE.

data gv_string    type string.
data gv_remaining type string.
data gv_int       type i.

parameters:
p_msg type string default 'HERE GOES DOLLY THE SHEEP'.

start-of-selection.

* Create Object
  create object go_original
    exporting
      i_text = p_msg.

* Transform the object into xstring.
  call transformation id_indent
    source obj = go_original
    result xml gt_tab_res.

  data gv_xstring type xstring.
  loop at gt_tab_res into gs_tab.
    concatenate gv_xstring gs_tab into gv_xstring in byte mode.
  endloop.

* handle the xtring as a string and put it into a db table
  gv_remaining = gv_xstring.
  do .
    gv_int =  strlen( gv_remaining ).
    if gv_int le 256.
      exit.
    endif.
    gv_string = gv_remaining(256).

    add 1 to gs_ztest_serialize-seq.
    gs_ztest_serialize-str = gv_string.
    append gs_ztest_serialize to gt_ser .
    gv_remaining = gv_remaining+256.
  enddo.

  if gv_remaining is not initial.
    add 1 to gs_ztest_serialize-seq.
    gs_ztest_serialize-str = gv_remaining.
    append gs_ztest_serialize to gt_ser .
  endif.

  modify ztest_serialize from table gt_ser .
  commit work and wait.

 

O programa receptor tem de:

  1. Ler a instância serializada da base de dados;
  2. Deserializá-la, convertendo-a novamente numa instância da mesma classe;
  3. Invocar o método desejado

O método, que utiliza um atributo da classe, prova que o estado da classe sobreviveu a esta clonagem.


report  zjrv_test_deserialize.

start-of-selection.

  data gv_xstring2 type xstring.
  data gt_ser type standard table of ztest_serialize.
  data gs_ser like line of gt_ser.
  data go_copy type ref to zcl_test_share_message .
  data gv_string type string.

  select *
  from ztest_serialize
  into table gt_ser.

  sort gt_ser by seq.

  clear gv_string.
  loop at gt_ser into gs_ser.
    concatenate gv_string gs_ser-str into gv_string .
  endloop.
  gv_xstring2 = gv_string.

  call transformation id_indent
    source xml gv_xstring2
    result obj = go_copy.

  go_copy->send_message( ).

A serialização é algo muito comum em Java, C# e outras linguagens mais genéricas. Mas por alguma razão o ABAP faz tão pouco uso dela que pouca gente conhece estas possibilidades. Espero que este artigo dê a conhecer a mais gente esta funcionalidade tão poderosa mas tão simples e acessível. Não sendo algo de que se necessite frequentemente, pode ser a solução perfeita para algum problema bicudo que surja um dia.

Nota: o código da classe não pode mudar entre os dois momentos da sua vida, o primeiro quando corre no emissor e o segundo quando corre no receptor. Da mesma forma, caso a instância seja enviada entre dois sistemas diferentes, ambos os sistemas têm de ter exactamente iguais. Caso contrário a coisa correrá mal.

O Abapinho saúda-vos e agradece, contente, a José Vília pela excelente contribuição.

2 comentários a “Serialização – Clona a Dolly em ABAP”

  1. José Vília Diz:

    Bom dia Nuno,

    Obrigado pela publicação e, como é óbvio, por todas as outras publicações e artigos que todos os dias nos enriquecem um pouco mais. De facto, escreves muito bem e sabes sempre como fazer os temas pesados, mais interessantes. É um prazer ler o teu blog!

    Ainda bem que gostaste desta funcionalidade. Espero que possa ajudar alguém com ela.

    Um abraço,
    José Vília

  2. Nuno Godinho Diz:

    Olá José, eu é que agradeço!

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