Passar tabelas internas por valor é bom

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Quando um método devolve um valor como RETURNING este é sempre passado por valor e não por referência. Muitas vezes faço métodos que devolvem tabelas internas, algumas bastante grandes. Mas sempre me preocupou a ideia de que, como está a ser devolvida por valor, o ABAP devolva uma cópia da tabela interna, algo que pode ter impacto na performance e na memória que o programa gasta.

Felizmente fiquei recentemente a saber que não é assim.

Índices secundários em tabelas internas

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Durante anos as tabelas internas eram declaradas assim:

DATA: itbl TYPE TABLE OF bkpf.

DELETE vs CLEAR vs REFRESH vs FREE

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

DELETE CLEAR REFRESH FREE

São várias maneiras de limpar os dados de uma tabela interna. À partida parecem iguais. Mas não são.

Ensina o ABAP a fazer malabarismo

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

O que podemos fazer quando as noites não são suficientes para os processamentos diários?

Usarás TRANSPORTING NO FIELDS

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Muitas vezes fazes READ TABLE itbl ou LOOP AT itbl apenas para verificar se um registo existe (CHECK SY-SUBRC = 0). Ora para isso, os dados do registo não são realmente necessários. Nestes casos usa sempre TRANSPORTING NO FIELDS. Assim evitas ter de declarar uma estrutura destino e o programa fica mais rápido porque não tem de perder tempo a copiar dados.

INNER JOIN vs FOR ALL ENTRIES vs RANGES artificiais

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Uma vez que as operações de dados estão muito mais optimizadas no servidor de base de dados do que no ABAP, é sempre preferível o primeiro. FOR ALL ENTRIES só deve ser usado quando não se conseguir fazer INNER JOIN (como com a BSEG por exemplo). Quando possível, usar RANGES artificiais é preferível a usar FOR ALL ENTRIES mas é preciso cuidado para não ultrapassar o limite do parser de SQL. Depende do servidor de base de dados mas regra geral é de evitar RANGES com mais de 1000 linhas. Claro que ao usar FOR ALL ENTRIES nunca te podes esquecer de verificar que a tabela interna não está vazia caso contrário todas as entradas da tabela serão lidas.

Não farás SELECT *

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Tenta seleccionar sempre apenas os campos que vais realmente usar. Escolher todos é um desperdício de recursos. Excepção feita ao uso das FM *_SINGLE_READ que, embora leiam os campos todos, fazem cache dos dados, sendo por isso ainda assim mais rápidos de usar quando usados múltiplas vezes com a mesma chave. Se queres apenas verificar que um registo existe, selecciona apenas um campo, e se possível aquele que estás a usar como critério, evitando assim declarares uma variável extra. Exemplo: SELECT KUNNR INTO V_KUNNR FROM KNA1 WHERE KUNNR = V_KUNNR. https://abapinho.com/2010/11/select-todos-os-campos/

Usarás FIELD-SYMBOLs em vez de variáveis de estrutura

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

READ TABLE itbl ASSIGNING é sempre mais rápido que READ TABLE itbl INTO wa. Além disso, quando precisares de alterar dados em registos de uma tabela interna, assim não precisas de usar o comando MODIFY nem da variável auxiliar que às vezes usas para guardar o SY-TABIX. A única situação em que uma variável de estrutura é aconselhada é quando queres adicionar linhas novas a uma tabela interna. Algumas pessoas defendem que as variáveis de estrutura devem ser usadas sempre que não se quiser alterar os dados da tabela interna. Isto é mais lento, mas como convenção pode ser mais intuitivo.

SELECT dentro de SELECT

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Provavelmente por razões históricas, os programadores ABAP não exploram as possibilidades do SQL. Muitos há que em vez de usarem INNER JOINs, ainda julgam que é mais rápido fazer vários SELECTs para tabelas internas e depois trabalhar os dados em ABAP. Mas a verdade é que, mesmo que se haja excepções, a regra é: quanto menos acessos à base de dados, melhor a performance. E faz sentido porque, afinal, porque foram escritas explicitamente para isso, as bases de dados relacionais são muito mais peritas em processar dados relacionais do que um programa ABAP.

Mas claro que há coisas que, pela sua complexidade, não podem ser feitas com um simples INNER JOIN. Ainda assim, algumas dessas coisas podem ser feitas num único SELECT.

Com muitos campos evita INTO CORRESPONDING FIELDS

images/thumbnail.jpg - Thumbnail

Já avisei aqui que, em tabelas com muitos campos, é sempre de evitar fazer SELECT *, devendo-se sempre seleccionar explicitamente apenas os campos necessários.

Mas não avisei ainda que há ainda outra optimização que merece ser feita: evitar o INTO CORRESPONDING FIELDS OF TABLE.